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Os Fundadores da APASB

Fundada em 01/01/2021

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Nilce Fran, Decana do Samba no Pé, legítima representante das tradições da Portela, e Dhu Costa, jovem Passista Internacional e ex-passista da Beija-flor de Nilópolis, juntos a Aldione Senna, decana premiada com reconhecida carreira entre os Passistas de Vila Isabel (ex-coordenadora da Ala de Passistas da Escola) e Bruno Tete, duas vezes presidente da Ala de Passistas do Império Serrano, lançaram a ideia (várias vezes ventilada, sem nunca conseguir sair das intenções declaradas) da Fundação da Associação dos Passistas de Samba do Brasil. A união, sem pretender causar disputas de egos, lançou luz sobre os laços de afeto que caracterizam as famílias que se juntaram em Grêmios Recreativos Escolas de Samba. O samba é amor, união, resistência (pois reconstrução de saberes e valores) para as comunidades de gente humilde e talentosa das bordas da cidade do Rio de Janeiro, que espalhou esse modelo democrático de conviver no mundo, pelos quatro cantos do Brasil e do planeta. Dentre os objetivos deste grupo temos: incentivar a documentação e sistematização do saber simbólico que o samba no pé, é; reverenciar a ancestralidade e contextualizar a experiência diaspórica da negritude, que propiciou o surgimento desta manifestação que é símbolo da Nação; o amparo fraterno aos que se dedicam a este segmento; divulgação desta arte de samba no pé, no Brasil e no globo, construindo um processo de valorização destes artistas no mercado de trabalho, e 

criando espaços de convivência, troca de informações e representatividade junto a esta união, que é sinônimo de força. Tínhamos já a Liga das Escolas, as Associações de Velha Guarda, Baianas, e era a hora de colocar esta pedra fundamental na união do povo que risca o chão com o samba no pé. Em tempos de apagamento e invisibilidades, a necessidade de salvaguardar a dança do samba se fez urgente, para que não se deixe esquecer do miudinho do malandro, do requebro da cabrocha, e de fazer pontes humanistas para que este glorioso passado dialogue com modernas expressões do samba no pé, representadas pelos moderníssimos Passistas Vedetes, LGBTQIA+ e outros, num mundo que não para de se reconstruir em democracia e respeito. A Associação visa representar o passista de escola de samba, o passista “raiz’’ e o passista sem escola, a quem chamamos de autônomo, apoiando e divulgando nossa arte no Brasil e no mundo. Juntos, eles formam a força e a resistência de um setor pouco valorizado no mercado de trabalho e, muitas vezes, lutam por um espaço mais representativo nas suas instituições de origem.     Todo início é árduo, sabemos disso, mas com a união dos passistas, manteremos viva a chama de uma paixão pelo samba no pé. Não há disputa de quem pode mais ou de quem sabe mais, a intenção é querer uma mudança real e benéfica para o passista.

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